cantinho da sabedoria

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Pequeno Príncipe
Pequeno Príncipe (trecho)
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Antoine de Saint-Exupéry
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Anjos
   
ensagem dos Anjos
1- Anjo Amigo
Olhe para o lado...

"Quando estiver com problemas, sem ânimo, e nada, 

nada der certo. Quando precisar de ajuda
Apenas feche os olhos e pense em mim ...


Diga apenas, o meu nome e verás que logo 

estarei contigo. Não importa onde eu esteja
Atenderei teu chamado .


Virei correndo, te ver de novo.
Seja em que tempo for Inverno, primavera, 

verão ou outono. Tudo que tens a fazer, é me chamar"
 
 

 
2- Anjo do Amor
Olhe para o outro...


"Não é difícil aceitar as pessoas assim como elas são,
não como você deseja que elas sejam, 

mas como elas realmente são!

É difícil, mas aprenda que amar,
é escutar, escutar com os olhos e ouvidos,
escutar com a alma e com todos os sentidos.


Aos poucos, você vai aprender a amar e vai entender

 que Amor não é dar ou receber - é participar." 
 
 
 

3- Anjo da Bondade
 
Olhe para o lado...

"Socorra quem precisa de você. Ame o próximo e seja sensível
para perceber as necessidades daqueles que o cercam. 


Bondade não é meramente brandura ou compaixão,
mas um sistema espiritual cujas pegadas claras possam
manter a presença divina e mostre-se sempre com tudo o que você
tem de melhor. 


As outras pessoas merecem. Entregue-se sem medo à arte de ser 
e de fazer feliz....Observa que não existe criatura alguma 
destituída de valor e da qual não venhas a necessitar algum dia."

4- Anjo da Sabedoria
Olhe para cima...

"Todos os acontecimentos vem trazendo consigo grandes 
lições de sabedoria, desde que, é claro, você queira e saiba
observar esses acontecimentos tão necessários para
toda essa sua  grande escala evolutiva, diante da vida.

Mesmo sabendo que a sabedoria é infinita, 

não  perca a vontade de aprender.
 Saiba ensinar e acima de tudo seja sábio o suficiente 
tendo a  humildade para aprender

Que Deus  lhe conceda, a serenidade necessária,
para aceitar as coisas que você não pode modificar,
Coragem para modificar aquela que pode
e sabedoria para saber distinguir umas das outras."




5- Anjo da Humildade
 
Olhe para baixo ...

"Não pise em ninguém, perceba as pequenas coisas; 

e aprenda a valorizá-las.



Se Deus te der a fortuna, que não te tire a felicidade;
se te der a força, não te tire a sensatez; se te for dado prosperar, 

não permita que perca a modéstia, conservando apenas 
o orgulho da dignidade."




6- Anjo da Verdade

Olhe para dentro...

"Há valores importantes que você carrega, como
honestidade e lealdade, estes nunca poderão ter um preço.
 A sua sinceridade...  sua confiança...  sua
dignidade...use em benefício da verdade, pegue 

 todos os valores de caráter que você possui 
e os torne inegociáveis junto a sua consciência.

Que Deus, e o ajude a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar a confiança dos fracos.

Sê fiel ao campo da verdade que abraças, sem desconsiderar
 a parte da verdade em que os outros se encontram. "



7- Anjo da União


Olhe para o lado...

"Que Deus lhe dê o entendimento para saber que um sonho

 começa a ser realidade quando homens e mulheres sonham juntos, quando
olham para além das limitações, se unem  e ousam caminhar caminhos novos,
às vezes pedregosos, às vezes escorregadios, sempre desafiantes.
Não obstante, nenhuma dificuldade, nenhum obstáculo é mais angustiante
do que se caminhar solitário... sem mãos que se tocam,
 sem ombros que se apoiam, sem olhos que se olham..." 






8- Canção - Padre Marcelo


Radio MiniWeb Educação
PÕE TEUS ANJOS AQUI, AQUI, AQUI
PÕE TEUS ANJOS AQUI, SENHOR (2X)

QUERO ORAR, LOUVAR, CANTAR
ERGUER AS MINHAS MÃOS E ENTOAR UM HINO DE LOUVOR
PÕE TEUS ANJOS AQUI, SENHOR

PÕE TEU ANJO MIGUEL, SENHOR (4X)...
QUERO ORAR, LOUVAR...
PÕE TEU ANJO GABRIEL, SENHOR (4X)...
QUERO ORAR, LOUVAR...
PÕE TEU ANJO RAFAEL, SENHOR (4X)...
QUERO ORAR, LOUVAR...
PÕE TEUS ANJOS SERAFINS, SENHOR (2X)...
PÕE TEUS ANJOS QUERUBINS, SENHOR (2X)...

QUERO ORAR, LOUVAR...

















stória das 1001 noites
   



Conta a lenda que na antiga Pérsia o Rei Shariar descobre que foi traído pela esposa, que tinha um servo por amante, o Rei despeitado e enfurecido matou os dois. Depois, toma uma terrível decisão: todas as noites, casar-se-ía com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenaria a sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procede ao longo de três anos, causando medo e lamentações em todo o Reino.
Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro, a bela e astuta Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do Rei. Todavia, para aplicá-lo, necessita casar-se com ele. Horrorizado, o pai tenta convencer a filha a desistir da ideia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterrorizava a cidade.
E assim acontece, Sherazade casa-se com o Rei.
Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade”, explicou a noiva. “Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!”
Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado...”. Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!” “Ele que espere”, declarou o rei. Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!”,
Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado.
Sem que Sheramin percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse:
- Já é de manhã, meu senhor!

O rei interessado na história, deixou Sherazade no palácio para mais uma noite.
E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real.
Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada.
Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”.
Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...” Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela.
Assim, escreveu a seu irmão e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias.
Podemos concluir por essa história contada por Sherazade que, "A liberdade se conquista com o exercício da criatividade."
Observação: Entre as histórias contadas por Sherazade ao Rei estavam "Aladim e a Lâmpada Maravilhosa", "Simbad, o Marujo" ,"Ali Babá e os Quarenta Ladrões" e muitas outras.







A velha sábia
   
ra uma vez...
Uma mulher velha e sábia que fazia uma viagem através das montanhas quando, no leito de um rio, encontrou uma pedra preciosíssima.

No dia seguinte, continuando o seu caminho, deparou-se com um viajante que tinha fome. Para atender ao seu pedido de ajuda, a mulher abriu a bolsa para dividir com ele a comida.

O homem deslumbrou-se com a visão da pedra e pediu à mulher que lha desse de presente, o que ela fez sem hesitar.

O viajante se foi, rejubilando-se por sua sorte... Aquela pedra poderia garantir-lhe segurança e bem-estar por toda a sua vida.

Mas, alguns dias depois, ele voltou à procura da mulher... Ao encontrá-la entregou-lhe a pedra dizendo: "Pensei muito e sei bem o valor dessa pedra, mas venho devolvê-la. O que eu quero é algo muito mais precioso... Se for possível, me dê o que está dentro da senhora e que a fez capaz de entregar-me sem hesitação um tesouro como esse."

E a velha disse:
Aprendi a amar... Aprendi a desapegar-me ... Aprendi a ser inteira, ser livre. Mas são aprendizados muito difíceis, que requerem fé em Deus, fé na vida, confiança nas pessoas e no futuro.

E o homem perguntou:
Como consigo ser assim igual a senhora?

E ela respondeu: Somente duas coisas podem nos ajudar nessa tarefa: Primeiro, o tempo, que nos amadurece, nos faz mais humildes e devemos continuar sempre aprendendo; e em segundo a espiritualidade, que nos dá o conhecimento interior e, com ele, a certeza de não nos perdermos no caminho.


Autoria: Texto adaptado de um pps recebido (A história é de autor desconhecido)






A Luva
   
ra uma vez,
nos tempos distantes do amor cortês. No reino medieval do rei Franz era dia de festa, e o ponto alto das festividades era a exibição de feras selvagens, trazidas de terras distantes, na arena do grande castelo. Em volta da arena erguiam-se as arquibancadas, encimadas por altos balcões onde brilhavam os nobres da corte, ao lado das belas damas faiscantes de jóias. Entre elas se destacava a donzela Cunegundes, tão rica e formosa quanto orgulhosa, e de pé ao seu lado estava o seu apaixonado adorador, o jovem cavaleiro Delorges, cujo amor ela desdenhava, distante e fria.
Chegou a hora do início da função. A um sinal do rei, abriu-se a porta da primeira jaula, da qual saiu, majestoso, um feroz leão africano e, sacudindo a juba dourada, deitou-se na areia, preguiçoso. Abriu-se a segunda jaula, liberando um terrível tigre de Bengala, que encarou o leão com olhos ameaçadores e deitou-se também, tenso, como quem prepara um bote mortal. Em seguida, abriu-se a terceira jaula, da qual saltaram, quais enormes gatos negros, duas panteras de dentes arreganhados, deitando-se agachados e aumentando a tensão do ambiente.
Fez-se um silêncio no público: todos aguardavam ansiosos um pavoroso embate mortal entre os quatro monstros felinos... E neste momento, como que sem querer, a donzela Cunegundes deixou cair, do alto do balcão, sua branca luva, bem no centro da arena, entre as quatro feras assustadoras. E dirigindo-se com um sorriso irônico ao seu cavaleiro adorador, falou, afetada:
"Cavaleiro Delorges, se de fato me amais como viveis repetindo, provai-o, indo buscar e me devolver a minha luva."
O cavaleiro Delorges não respondeu nada e sem titubear, desceu rápido do balcão e com passos decididos pisou na arena, entre as fauces hiantes e as presas arreganhadas das quatro feras. Calmo e firme ele apanhou a luva, e sem olhar para trás e sem apressar o passo, voltou para o balcão, sob os sussurros de espanto e admiração de todo o público presente.
A donzela Cunegundes estendeu a mão num gesto faceiro para receber a luva e com um sorriso cheio de promessas, falou:
"Ganhaste a minha gratidão, cavaleiro Delorges."
Mas em vez de entregar-lhe a luva, o cavaleiro Delorges atirou-a no belo rosto da dama cruel e orgulhosa: "Dispenso a vossa gratidão, senhora!", ele disse.
E voltando-lhe as costas, o cavaleiro Delorges foi embora para sempre.


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Recontado de um poema de Schiller por Tatiana Belinky,
ilustrado por Maria Eliana Delarissa - Fonte: Nova Escola
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Observação MiniWeb Educação: Schiller autor do poema que inspirou a adaptação da história acima, foi o mesmo autor que inspirou Ludwig Van Beethoven a compor em 1823, no último andamento da 9ª Sinfonia o "Ode à Alegria", que Friedrich von Schiller escreveu em 1785. O poema exprime a visão idealista de Schiller, que era partilhada por Beethoven, em que a humanidade se une pela fraternidade. Hoje esse trecho da música é o Hino Europeu. Ele não é apenas o hino da União Europeia, mas de toda a Europa num sentido mais lato.
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